O bairro onde a história criou raízes.
Pedro chegou em 1967. O bairro cresceu ao redor de uma Medicina de consultório, família e confiança.

Trinta anos em 1998. Mais de quarenta no fim.
Uma reportagem do Diário Popular, de 1998, descreve Pedro como médico conhecido e admirado no Campo Limpo, e conta que ele chegou à região em 1967, quando deslocamento e infraestrutura eram muito diferentes.
O consultório aparece em material próprio como Clínica Médica Campo Limpo, sob sua direção, na Rua Dr. Avelino Lemos Jr., 67. Um anúncio mais antigo, de "Dr. Pedro Guedes, clínica adultos e crianças, cirurgia e clínica geral", indica a Rua Souza Ferraz, 51. A permanência no bairro é uma das linhas mais consistentes de sua biografia.
“Dr. Pedro atendia os pacientes com muito amor e carinho e não se importava com a classe: o importante para ele era a recuperação.”
"Mensagem ao eterno Dr. Pedro", preservada no acervo
O bairro que ficou
A missa de sétimo dia foi celebrada no Campo Limpo. A homenagem lida naquele dia dizia que ele atendia "principalmente as pessoas do Campo Limpo, região sul", mas também pacientes "de várias regiões do Estado de São Paulo". Um consultório sobre uma padaria, um senhor russo que voltou andando, uma mulher que nem sempre podia pagar: as histórias do bairro são as histórias dele.
Felipe Guedes não conviveu com o pai. Conhece Pedro pelas histórias, e o ama por elas. O que mais guarda é o médico que atendia de graça quem não podia pagar: um jeito de olhar para as pessoas, e não para o dinheiro, que Felipe leva consigo.