Colesterol Mata?
Primeiro texto da série preservada no acervo. Pedro explica HDL, LDL e VLDL em linguagem simples e relaciona o tema à prevenção da doença coronariana.
Em 1992, falar de colesterol em um jornal de bairro era novidade. As siglas HDL, LDL e VLDL circulavam nos consultórios e nos laboratórios, mas raramente chegavam explicadas ao leitor comum. Pedro abriu a série "Colesterol Mata?" justamente por aí: o que é cada fração, por que uma é chamada de "bom" e outra de "mau" colesterol, e o que os números do exame significam para quem os recebe.
O pano de fundo era a doença coronariana, já então a principal causa de morte no Brasil. A ideia de que um infarto podia ser prevenido com hábitos e acompanhamento, e não apenas tratado no pronto-socorro, era o argumento central de um médico que passara pelo SAMDU e pela Santa Casa e conhecia o outro lado: o paciente que chega tarde.
É o texto que inaugura, no acervo, uma prática que ele manteria por dezesseis anos: traduzir Medicina para a linguagem de quem passa pela porta do consultório do Campo Limpo. O título com interrogação já dá o tom. Não é alarme; é convite para entender.
Este artigo integra o arquivo histórico de Pedro Moretti Guedes. Deve ser lido como documento de época: a Medicina, a farmacologia e as recomendações de saúde mudaram desde a publicação.
O recorte original está preservado pela família e será publicado aqui quando a digitalização puder ser conferida contra o original.